Já nasce dizendo o que nem precisa de palavras Já faz infância do que nem precisa de brinquedos Aflora feito botão de rosa e pelo caminho afora Colore jardins que nem precisam de tintas
Rejuvenesce nos verbos e nem ensaia seu tempo Não há tempo... É poema que se reconhece de longe Não há tempo... Traz sua própria divisão Compassos distribuídos por passos bem marcados
E em seus anos vividos se perde o cronômetro Se ganha do próprio tempo... Ela que sem tempo ...É poesia.
Para minha querida sobrinha Júlia Em seus mágicos 14 anos Verão/2016 – 07/02 Casciano Lopes “Tio Vai”
A geometria das curvas deixa em paralelas todas as retas para que só então se compreenda a forma. Há que se descompor, cobrir de injúrias se for preciso, é preciso para construir.
...Falou que passou por ele como quem o conhecesse mas estava com pressa e apenas acenou com a cabeça, não houve um único aperto de mãos mas deixou seu perfume no rastro como se fosse um guia ...Ele falava do Tempo.
Gosto de malas, bolsas, baús, caixas, frasqueiras... Onde eu possa guardar momentos, fotografias... Porque palavras, sentimentos e afins levo-os soltos Todos em poesia e abraços não compartimentados.
Quando deixo de querer compreender as pessoas percebendo que também sou crivado pela incompreensão alheia, percebo que a missão é a da convivência pacífica e não a de ser a régua niveladora de ideias.
Depois do carnaval os bonecos voltam pro barracão, o repique fica mudo, a sambista sem passo joga as pernas e a avenida suja perde a arquibancada, enquanto o samba 'dito' motivo da folia perde a letra ao longo do suado calendário, igualzinho ao povo que perde seu brio em meio ao brilho ...do falso brilhante.
A casa muitas vezes torna-se nosso forte, um refúgio onde parece que nada nos atinge, embora saibamos que é na cidade que vive o amanhã e que é na rua que brota o pão e o irmão que nos quer.
Em tempos difíceis aprendemos sobre: direção dos ventos, fluxo das águas, temperatura de astros, e profundidade do solo. De modo que penso nas intempéries como uma escola de geologia, onde há um encontro com a mãe Terra, se sobrevivermos ganhamos o título de filhos.
Há sempre um desprezo pela necessidade quando de fato ela não é necessária, nosso corpo nem sempre avalia com exatidão a carência mas nossa essência é precisa e doutora em precisão.
Enquanto nos sentimos homens apenas, todos os que botamos vistas não passam de homens, alguns míopes com sentimento de grandeza sentem-se gigantes para não sentirem-se semelhantes.
Agora quando no espelho nos deparamos com anjos, seres de luz e alados olhos, todos com os quais nos deparamos podem voar.
A roça tem uma coisa que cidade nenhuma tem Causos enrolados em cigarrinhos de palha Até a fumaça dos cachimbos de fumo de corda Desperta a cadeira de balanço E o rumo da prosa acorda.
Do suor que pinga ao que respinga entre pernas Só os poetas sabem dizer Tantas vezes colocam-se palavras De outras tantas tiram-se frases inteiras Não há versos nas ideias fechadas.
Dedico a letra O cheiro da tinta fresca O manuseio da pena A virgindade da folha A brochura das lembranças O sutil pensar de memórias O sentar do eu nos papéis Uma folha da minha mata Um alfabeto de meus ladrilhos Um corpo de minhas figuras A caixa aberta de meu peito A herança que veio cedo... Que prepara o caminho e o pergaminho Que alfabetiza meus dedos Travessia das mãos por vezes cegas Os ponteiros que regem os títulos A todos quanto herdei... Um quente, um frio Uma sensação Um pouco de muito Um muito de pouco Uma vida vestida de nudez Na alma e no sorriso.
Tão lâmina quanto barba Tão feroz quanto fera Tão mordida quanto cão Tão morno quanto vivo Tão frio quanto morto Tão quente quanto parto Tão grande quanto mato Tão forte quanto Brutus Tão bruto quanto garimpo Tão joia quanto fortuna Tão pedra quanto asfalto Tão rua quanto passagem Tão ônibus quanto passageiro Tão dívida quanto cartório Tão belo quanto espelho Tão iluminado quanto noite Tão dia quanto vida Tão calmo quanto ponteiro Tão limpo quanto prato Tão ódio quanto febre Tão sarna quanto lixo Tão sempre quanto eterno Tão doce quanto melado Tão sujo quanto manchado Tão pele quanto orfanato Tão hebreu quanto hebreia Tão santo quanto manto Tão pranto quanto canto Tão amor quanto o branco Tão mar quanto homem Tão vida de acasos De ocaso finito De vida e morte Saturados infinitos ...Mares e marés Infelizes homens tão felizes. Acaso... acaso
Tudo que é ferro pode enferrujar O ouro cria sujidade e esquece o brilho A prata escurece e perde seu prata De tudo saber... que a chuva cai independente e o dia acontece assim que se tudo fosse simples nasceriam só de 'Marias' que se as noites fossem dias sem teto não via estrela que a estrada do outro é tão doída quanto a rua que corta meu peito que o coração é de terra batida, esmagada ou sambada. ...Eu escolho.
Não se sabe se a ventania levou ou a chuva lavou Vê-se apenas um piano órfão E a correr um compositor endoidecido Solfejando, a procura, no espaço aberto, a nota perdida.
Quando o vento dobra a avenida e seu frio lambe a calçada não me resfrio, coloco a garganta no varal e espeto o coração no meio-fio.
...Sai o sol,
tudo é estendido e aquecido, até o asfalto me molha com seu suor e fica entendido que a lua não parte
e se me parte...
Tem a clave dependurada na fiação, aquecendo as vocais empoleiradas e se acaso chover, brotam vogais das corredeiras nuas, o peito vira jangada onde palavra não é coisa emprestada.
O que lida na lida da vida, que faz do hoje hora medida e do ontem página lida, o que faz da manhã nascida nova partida, nova avenida não passa como folha corrida vira sentido, lápida e contrapartida ...quando a noite é cumprida.
As marcas do colarinho não me deixam mentir, nos desfazemos ao longo dos dias. Células morrem, envelhecem. Dentes afrouxam, caem, saem de si. Neurônios embebedam-se e hormônios... hum, flutuam, desvirtuam-se do eu, perdem a pose. Há uma coisa na contramão de tudo isso, as histórias que vivem dentro e que a cada dia ganham a beleza do rejuvenescimento.
Que o hoje é só o que tenho. Que quando me olho no espelho e ele sorri é porque como o ontem o outro se foi, de novo temos que ser apresentados.
...É apenas um sorriso de boas vindas.
Que o cara de ontem assim como o passado não me pertencem e que por mais que eu tente e por mais que eu queira me livrar da dúvida, ela é a única certeza quanto ao amanhã... Incerto.
Se não puderes me comer de garfo e faca tens minha permissão para lambuzar os dedos prefiro o tanque dos guardanapos melados que a vitrine de exposição (só beleza sem sabor).
Há momentos em que não caminhamos porque não temos sapatos Em outros não corremos chão porque alegamos uma dor nos pés Agora tem aqueles momentos em que faltam estrada ...Nesses momentos geralmente calamos Se falta base para plantar os pés, sobram palavras na boca muda.
A mesma carência de que sofre a árvore Faz agonizar a pedra sem limo Embora o colibri que voou do ninho Deixou recado com a pedra do caminho ...Diga que volto... E a pedra por um segundo percebeu-se arrimo.
Não me bateu à porta a poesia formada de formas e adornada de palavras difíceis, se quer tinha embaixo de seus braços um canudo; porém quando escancarei a porta dei de cara com um amontoado de cacos trazidos pela ventania e embora eu não fosse de olaria, aprendi juntá-los no que dizem ser poesia.
Desde então, exponho os vasos e jarros em prateleiras, quem quiser leia-os e quem não... quebre-os, uso cacos.
Ao amor deve-se a latitude de um coração e a longitude de um olhar comprometido, quanto às cartas de navegação, digo que traçam-se sós e isto não é ônus, é bônus.
Ele desceu correndo a rua de casa Esbarrou na mulher feia Tropeçou no bêbado Rolou por sobre o sem teto Fugiu do cobrador Estapeou o fofoqueiro Até atropelou o motoqueiro ...E continuou desembestado Feito pressa ladeira abaixo Deu de ombros ao ciclista Incomodou o incomodado Escorregou nos ditados e deitados Assustou a calma freira Fez vento ao jornaleiro Até derrubou o quitandeiro ...Quando sentou no estardalhaço Riu feito palhaço... Inspirou coragem e subiu mais devagar ...Bagunçar é descida, consertar é subida.
De tempos em tempos costumo analisar as palmas das mãos,
elas têm por hábito: - Alinhavar partes tecidas... Juntar - Embainhar partes compridas... Encurtar - Alongar braços e pernas... Abraçar Ainda sacoleja a água que dá vida as cores... Colorar.
No balanço da canoa percebo que tenho mais a agradecer que pedir ou reclamar. No espelho percebo marcas do tempo sim, mas delas não posso lamentar; em cada uma das ranhuras compreendo um aprendizado. O que me faz mais maduro hoje ainda me torna imaturo para o amanhã, e é isso que anima e fortalece: o saber do meu caminho evolutivo e o querer percorrê-lo ainda mais outro tanto, para então, quem sabe, poder dividir nesta e noutras tantas vidas o conhecimento, sem perder a capacidade de conhecer. Que venham amanhãs e que em todas as manhãs me levante para a vida como quem nasce com o sol.
Amealhei, ao longo desse pequeno tempo, o afeto de pessoas para a vida toda; gente que sabe cultivar flores, independente de espinhos e pedregulhos; pessoas por quem tenho apreço e devoção. Como costumo dizer: no caminho de volta para casa procuro deixar mais flores que espinhos. Deu certo então, e todo dia aprendo, com cada qual que me escolheu para partilhar da estrada, uma canção nova, uma letra desconhecida, um acorde. Assim, tudo vira poesia. Costumo parabenizar os amigos em aniversário assim: ‘Vida longa, que a estrada seja de poesia e a nova idade reserve paz’. Na minha vez, conto com os amigos para tanto, companheiros de evolução, almas ímpares num mundo tão atrofiado por egoísmo.
Cheguei por aqui em 1970, filho de lavradores dignos. Em plena ditadura militar, mas o ano era o do ‘tri’ e, segundo dizem os contadores, da melhor seleção. Vida de fazenda sabe como é: fruta no pé, cafezal em flor, queijo, pão caseiro e manteiga de garrafa na mesa, moringa e roça, fogão de lenha com panela preta, pilão no terreiro, moinho no alpendre, batedor de roupas e muito anil, grama pra quarar e comadre de papo com cachimbo penso na boca. Cenário perfeito pra se nascer. Depois é que veio missa, novena e terços, baile na casa de dona Terezinha, jogo no campo de fazenda contra fazenda, e eu... como criança espoleta, escondia o cachimbo da comadre, corria da vara de amora da mãe, mas também tinha obrigação com os bichos, levar marmita na roça, buscar leite na mangueira, olhar o caçula... E de tarde era a festa, ‘trim’ no cabelo com mamãe penteando e puxando a orelha pra segurar a cabeça como se essa fosse fugir e o caminho era da casa da benzedeira da colônia – dona Cândida – Ah! se a onomatopeia me ajudasse a dar som para aquele chiado que só as benzedeiras entendem; um dialeto salpicado com ramo de arruda e abençoado na água com pedra de carvão! Eita, que até hoje me dá água na boca aquele gostinho da água benta e abençoada. Desde pequeno era vigiado pra não colocar brasa na boca... digamos que tinha uma atração pelo carvão.
No entardecer dessas palavras só posso ser feliz por ter vindo de pais tão nobres e honrados, heróis incansáveis na diária tarefa de nos impulsionar no amor e compreensão. Sim, tenho mais do que pedi: pais perfeitos, uma família maravilhosa, sobrinhos em castelos; para alguém sem filhos... São Príncipes e Princesas; casado com uma pessoa linda, de caráter ilibado, alguém com quem aprendo todos os dias que continuar é preciso, alguém que me tornou um Ser melhor em todos esses quase vinte anos, com quem entendi que podia ir muito além do que supunha, que me encantou com as palavras me despertando a poesia, meu primeiro leitor desde o primeiro poema, passando por todos os outros que vieram assim que acabavam de ser escritos, meu crítico literário pessoal, incentivador e aconselhador. Me contagiou com gosto por MPB, ah... e como foi bom ter esse contato, cresci tanto desde então! Tem coisa melhor?... Livros, bom papo, poesia, música, enfim, inteligência sempre foi, para mim, um “pega rapaz”. Ao meu Carlos um agradecimento é pouco, penso em dar a ele algumas vidas das que puder vir a viver.
Ainda, como se mais precisasse, vieram amigos. E ao falar de amigos só digo que tive sorte, verdadeiros irmãos, amizades sem culpas ou desculpas, sem meios ou por onde, sem pretextos ou contextos, só textos... sem cobranças e ameaças, perfeitos como coisa de alma. É assim com os queridos, uma ligação sublimada e que não deixa lugar para recursos já que nunca há julgamentos, assim são os amigos, os meus amigos, raros e caros.
Em São Paulo, desde o fim de 1979, descobri a vida da cidade e de como tinha posses o menino da fazenda sem o conhecimento delas. Com 12 anos já era ajudante de jornaleiro, depois de sapateiro no ofício de colar solados de tamancos, uns trocos pra feira, vida “marvada”. Mas como nada é totalmente ruim vieram os personagens do rádio povoando a imaginação. Sim, rádio – ‘turma da maré mansa’ era o programa preferido; a primeira televisão só aos 21 quando fui morar só.
Nesses 45 anos foram 29 mudanças – só com Carlinhos foram 15 em 19 anos. Endereços cheios de histórias, onde deixei também os meus rabiscos, o que me rendeu o título de cigano. ...E não duvidem de que a 30ª já esteja sendo preparada. Vida intensa meus amados... Sou um convicto incomodado, não costumo fincar raízes já que árvore não sou; apesar de ser perfeccionista e metódico, não gosto muito de rotina. Profissionalmente, então, foram inúmeros postos e apostas: de hospital a banco, de contínuo a encarregado, comerciante. Enfim e por fim acabei num curso de cabeleireiro, fui como para terapia de uma depressão e da síndrome de pânico. Acabei gostando, até que um problema de coluna apitou me tirando da ativa.
Pensava ter me encontrado, mas como nada é por acaso, essa intercorrência me levou para outros ventos e nesses novos que sopraram eu descobri o Reiki e aí tudo mudou. De 2012 para cá realmente tenho vivido um novo tempo, dentro do meu Ser, do que é meu território sagrado, o único templo que reconheço é o sagrado de cada território humano, onde o Outro é meu mestre e esta nova energia todo dia me transforma. A visão do todo e de sua parte em mim, assim como a minha nele, tem feito toda a diferença nos meus dias.
Nesse apanhado descubro muito que comemorar: os encontros e até os desencontros, os casos e acasos, as chegadas e partidas, os ganhos e também as perdas, porque nada chega sem sentido e nem se vai sem o dever cumprido. O que é nosso perdura e o que vai embora talvez nunca nosso tenha sido. Na vida luto cada dia por mais verdade e o que seja fruto dela. Não posso reclamar, visto que as facilidades da vida nos ensinam pouco, mas as dificuldades... Essas têm pós, mestrado e doutorado.
Quanto às perdas, deve-se mencionar o que eliminamos... aí é bom, há dois anos estava com quase 100 quilos e consegui, com uma nova postura frente ao prato, somado com outras novas posturas frente ao corpo, eliminar mais de 24 quilos. É uma baita comemoração diária à vida desde então, fiz as pazes com a autoestima e descobri que posso quando quero!
[Isso está quase uma autobiografia e era só um agradecimento de aniversário, bom, bastava dizer que era um homem feliz, mas como dizem que felicidade não se explica resolvi contrariar.]
Também vale dizer ainda que há pouco mais de 5 anos conheci o mar (tardiamente), indizível o sentimento que me assomou e desde então, ouço o barulho das ondas a me chamar, envelhecer ao seu som sei que vou e morrer de amor é promessa junto ao mar.
Tenho encontrado também na poesia um apoio, algo que apareceu em 2004, criou corpo em 2005 e foi parar na rede feito gente grande em 2010, tímida que só! Ainda me lembro de comemorar os primeiros 100 poemas blogados; 5 anos depois são quase 1000! Fui publicado na Romênia, houve exposição em Londres na Semana Internacional de Poesia, livro publicado na Bahia junto com outros poetas e, enfim, não vou ficar aqui discorrendo pelo currículo porque não é o caso. Modéstia à parte, a lista dos eventos está em pleno crescimento. O interessante, no entanto, é dizer que para alguns isso pode ser pouco, mas para o menino da Fazenda Sinhazinha lá de Centenário do Sul, Paraná... É muito, tem horas que penso que aquela lua gigante do pasto me transportou como se fosse um balão. Eu ainda a reconheço quando a vejo daqui e só peço que se ela pode mesmo transportar o menino que ainda vive aqui dentro, que não me deixe para trás, afinal, a viagem tem que continuar.
Se ainda posso querer dizer algo mais, deixo por conta da gratidão: devo tudo aos meus pais amados pela vida rica que me doaram, ao meu marido e amigo Carlos meu eterno compartilhar de mãos juntas, obrigado por todos os caminhos que vencemos e nos que virão continue contando com meu amor, aos amigos que sempre apoiaram me oferecendo abraços, saibam dos meus braços largos à disposição, agora com mais um risquinho nessa reta de existência.
Ao Universo o meu coração disposto ao aprendizado do amor Universal e que a vida seja uma prática de suas leis.
Você pode musicar uma letra minha Inventar uma canção para as palavras que sonhei Coroar de rei quem pari plebeu Mas o que a alma por vezes diz Não cabe dentro de 5 linhas e 4 espaços.
Uns olham o buraco da estrada como atoleiro Outros como um escape para fugir de malfeitores E a protagonista continua sendo estrada... Caminho... Independente do ponto de vista E o buraco... Se cair nele, mantenha a cabeça fora dele Se atoleiro... não se afoga Se escape... poderá ver ir embora o ladrão Em ambos os casos... Não se demore ...É estrada.
Foi despenando meu penoso olhar Que aprendi construir outros bichos de penas Eles sabem voar e então pude acompanhar o voo com o olhar Agora um leve despenar no olhar.
Poesia é oração De despedida canção De doente medicação Poesia é o que salva o mundo Ao menos do poeta e sua população Pra essa gente inundação é recitação Sem ela morre-se por sufocação.
Envelhecer é embebedar-se Diz-se de um tudo Lembra-se de quase nada Ou quase tudo, mas não importa Época em que tudo é ocasião A vista encurta e longa é a visão Quando a boca pensa e a mente fala Em que tudo se cala, menos o coração.