Essa roda que gira,que leva o baixo pro alto,
o alto pro baixo.
Essa chuva que estia o passeio,
que depois molha a vitrine da rua,
embaçando o manequim e o anseio.
Essa calçada que desfila
um resto de menino,
que põe o velho devagar,
divagando entre o fim da avenida,
e o começo da construção
que se ergue na esquina.
Dizem que é edifício,
o ciclo que forma andares.Molhados e secos elevadores
caminharão por ele,
carregando novos e gastos
guarda-chuvas.
Casciano Lopes