11.5.26

Três azeitonas

Naquelas três azeitonas que foram o nosso jantar daquela noite...Você tinha razão, elas tinham sustento, e até hoje me alimentam quando sou provado em resistência.
A polenta mole que eu fazia com polenta frita de mistura para sua marmita, que você levava para a editora, e que chegava a noite dizendo que estava uma delícia, fortaleceu nossa ousadia.
Aquele 'a gente ainda vai rir de tudo isso', era um vislumbre... o quanto já rimos nessa compartilhada vida!
Se me perguntarem se sim? Sim! Faria tudo de novo, enfrentaria cada desafio, até aquela faca que me ameaçou vingança por ter te escolhido. Sim eu te escolheria milhões de vezes!
Foram tantas as vezes em que nos carregamos nos braços, até literalmente, que nem sabíamos dessa força que tínhamos.
Nunca nos contaram do que o amor era capaz, fomos descobrindo na estrada que caminhamos. Não tínhamos bula para orientar a medicação que usamos para nos sararmos, manipulamos nossos remédios, nos curamos dos medos, e até hoje, descobrimos juntos as fórmulas para o que dói.
Só nós sabemos como foi essa viagem de 1996 para 2026, e é muito bom saber que entraríamos nesse trem de novo.
O que nos trouxe até aqui foi o nosso compromisso de cuidar, firmado há 30 anos. Como não somos homens de faltar com a palavra, estamos aqui zelando pelo acordo.
O zelo que nos move, é esse diário afeto que nutrimos, é saber que o outro não abandona o barco.
Aprendemos que o amor dói, mas que sara, geme, mas também cura e tranquiliza. O amor sabe explicar, e a gente sabe entender.
Soubemos pegar impulso em cada 'não', correr pelo 'sim', e fazer valer nossos direitos em cada tentativa de afano, e foram tantas!
Trilhamos a cana quebrada que os nossos antecessores precisaram pisar. Outros vieram por nossos desbravos, e muitos ainda virão para melhorar a nossa construção de estações, onde há o embarque e desembarque constante dos que ousam capacitar a vida, dando as mãos para sentirem os corações pulsarem em pares.
O que nos falta, ainda entenderemos, o que nos sobra, nos trouxe até aqui. Na medida foi o que nos sustentou, o amor.

Casciano pra Carlos
Em 30 anos
De maio-1996 a maio-2026
Quem disse?
O amor disse.
Ao amor, mais amor. ❤️

Casciano Lopes

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