4.6.26

Porque não fala

No silêncio de meus cômodos encontro poeira, amontoados de objetos não incinerados, papéis de cartas não descartados, brinquedos aposentados... barulhentos.
Mas também encontro assoalhos lustrados, móveis encerados, penteadeira ainda com reflexo meu, aposentos de guardar assustados... assombrados.
Nos meus cantos tem santo calado, tem breu em tom profanado, mas que sabe implorar pro anjo alado escalado, quando a vela cala com fogo... meus átrios.
E tudo isso faz muito barulho.

Casciano Lopes

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito bem vindo, após aprovação será publicado.