Bordamos o tempo todo a arte dos caminhos que caminhamos. Na elegância das cores registramos a nossa passagem, deixamos em cada ponto o nosso rastro.
Entre direitos e avessos encontramos erros e acertos, chegadas e partidas, abraços e despedidas, entrelaçamos o poder e o querer desafiando o tecido, e retratamos, nas paredes do nosso mundo, o nosso retrato.
Na duração de uma paisagem, ou nas mãos da eternidade, ficará tingido o fio que passamos, o tinto do olhar que doamos ao pano da existência.
Existamos, é o plano.
Casciano Lopes
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