5.4.26

De todas as graças

É santa toda a mão estendida pro acolhimento,
toda a boca que cumpre a promessa da palavra.
Santo o abraço que se abre indistintamente
pra proteção dos penitentes,
o colo que oferece abrigo aos que perdem a fala
diante dos que fingem casas de oração.
É santo todo pão que se divide com a fome
dos que andam pela linha dos viajantes da escassez,
o rio da bondade onde toda a sede provocada
por estações fincadas no peito dos santos
acham a saciedade do encontro.
Toda a semana que se conta aos anos,
e que se junta aos contos de beatitude
de uma humanidade... é santa.

Casciano Lopes

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