Se de fato toda a força for colocada No empenho da vontade O impossível das utopias Se tornarão edifícios plantados nas calçadas Margeando as ruas por onde passarão Tanto a preguiça descabida Quanto a coragem construída.
O coração é um sujeito muito estranho: Desconhece a razão E discorda da lógica. Quando a bússola aponta para o impossível Ele insiste que é possível ajustar velas. Individualista e corajoso como é Muda até os ventos Dando conta da nova direção Tratando dos próprios arranhões Quando ancora no porto.