Dá o tom feito diapasão
Embala a memória feito tecido
Puído
Tine canção
Deita em meu chão
Escorre meu tempo doído
Calado moinho banido
Fala deitada no peito da mão
Renasce em sim cada não
Brota miúdo motivo esculpido
Cresce na sala de meu colorido
Envelhece com o vinho de minha estação
Pra eu sempre existir não motivo fortuito
Lembrado quem sabe num vinil aludido
E me tornar pano de partitura então.
Casciano Lopes
Gratidão ao meu amor
Lindo presente do dia dos pais/2018
