Piloto tinha medo de chuva, quando o tempo ficava sisudo, ele andava cabisbaixo, chorava junto com as biqueiras, e bastava o primeiro trovão pra ele correr e se esconder debaixo do fogão de lenha, com patas tapando os olhos esperava passar os estrondos e voltava pro terreiro... nem parecia ter hospedado o medo.
Meus primeiros nove anos na fazenda foi de chuvas, sóis e pilotagem, nos despedimos em 1979.
Isto não é sobre tempestade, é sobre o fogão de lenha de cada um.
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