4.3.16

Quando a alegria despede-se

Sim, ela vez ou outra nos prega uma despedida,
nos tira do colo, apalpa nossas bochechas,
nos diz um calmo até logo e sai caminhando.
Momento em que seu riso fica sisudo
e o nosso... esquece onde ficam os músculos,
aqueles produtores de gargalhadas e findam
por ensinar outros caminhos de outros músculos,
a lágrima então encontrada, lava toda ela,
toda a alegria despedida numa minúscula partida,
sim, é pequena toda a hora que se finda,
é estreita toda última olhada.
O que não fere de morte é a certeza das medidas,
do regresso largo e dos profundos vincos na face,
onde cabem todos os sorrisos que a alegria
trouxer na bagagem.

Casciano Lopes

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