25.8.10

Mundo acelerado

Amanheceu na avenida
Poucos carros que corriam dos sinais
O sol levantou-se
Trouxe mais motores já não tão acelerados
Tudo parou na febre do asfalto
Até o coração inquieto
Por um minuto descansou
Sentado na impaciência de outros,
Pensativo analisou ao redor
Concluiu que tudo desacelerado acelera a morte
Em busca de um sonho perde-se todos
O que interessa parece ser o menos interessante
As rodas movem invertidas as engrenagens
Se menos sólida a paisagem
Mais brandos navegam os faróis
Nosso porto de vida já louco
Morre um pouco em cada tormenta.

Casciano Lopes

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